10/07/2026

Painel 03 | Gestão de Riscos: O Papel da Terceirização na Eficiência e na Redução de Custos de Observância 

10/07/2026

O terceiro painel do 8º Congresso Internacional do IPLD, Gestão de Riscos: O Papel da Terceirização na Eficiência e na Redução de Custos de Observância, realizado em 26 de maio de 2026, reuniu Especialistas para discutir como a terceirização vem assumindo um papel cada vez mais estratégico na estruturação e no amadurecimento dos programas de PLD-FTP. 

Com mediação de Núria Silva (Coordenadora de PLD da AML Outsourcing), o encontro contou com a participação de Gabriela Oliveira (Head de PLD/FT, Governança Corporativa e Compliance Regulatório no iFood Pago) e Raquel Zenedin (Diretora Jurídica e de Compliance na TQJ – Todos Querem Jogar).  

Ao longo do debate, foram abordados temas como: capacidade operacional, inteligência artificial, governança, escassez de profissionais especializados, terceirização estratégica e os desafios enfrentados pelas instituições diante do aumento da complexidade regulatória. 

A pressão regulatória amplia os desafios da Gestão de Riscos 


Núria Silva – Coordenadora de PLD da AML Outsourcing

Na abertura do painel, Núria Silva destacou que o cenário atual impõe novos desafios às instituições obrigadas, que precisam lidar simultaneamente com o aumento da volumetria das operações, a intensificação da pressão regulatória e a escassez de profissionais especializados em PLD-FTP. 

Nesse contexto, a Terceirização passou a exercer um papel estratégico no fortalecimento da capacidade operacional, da Governança e da Gestão de Riscos. Para a mediadora, o apoio especializado vem assumindo uma nova função dentro das organizações. “A terceirização talvez apareça menos como execução e mais como apoio consultivo, estratégico, especialmente em ambientes de alta volumetria, tecnologia e inovação.”, observou. 

Logo na abertura, ficou clara uma das principais premissas do painel: diante de um ambiente regulatório cada vez mais complexo, fortalecer os Programas de PLD-FTP depende da combinação entre conhecimento especializado, tecnologias adequadas, Governança e capacidade operacional para acompanhar a evolução dos riscos. 

Terceirização como aceleradora da maturidade em PLD-FTP  


Raquel Zenedin – Diretora Jurídica e de Compliance da TQJ – Todos Querem Jogar

Cada vez mais, a Terceirização tem sido incorporada como um mecanismo para acelerar a implantação de programas de PLD-FTP, fortalecer a Governança e trazer conhecimento especializado para organizações que precisam responder rapidamente às exigências regulatórias. 

Ao compartilhar sua experiência no setor de apostas de quota fixa, Raquel Zenedin explicou que a necessidade de estruturar uma área de PLD-FTP em curto prazo exigiu o apoio de Especialistas com experiência consolidada no mercado financeiro

“Eu precisava da expertise e eu não tinha tempo. Então a Terceirização veio como uma solução para trazer esse olhar de quem já tinha experiência em instituição financeira, com a rapidez que eu precisava e a eficiência necessária para estruturar normas, análise interna de risco, regras e todo o programa de PLD-FTP.”, explicou.  

Além de contribuir para a estruturação inicial do Programa, Raquel destacou que o apoio especializado também proporciona maior estabilidade operacional, reduzindo impactos decorrentes de férias, substituições de profissionais e movimentações internas das equipes. 

Da execução operacional ao apoio estratégico   


Gabriela Oliveira – Head de PLD/FT, Governança Corporativa e Compliance Regulatório do iFood Pago

Sob a perspectiva das Fintechs e Instituições de Pagamento, Gabriela Oliveira mostrou como a evolução do mercado também transformou a forma de enxergar a Terceirização em PLD-FTP. 

Se, no passado, esse modelo era associado principalmente ao tratamento de grandes volumes de alertas, análises cadastrais e atividades operacionais, hoje ele vem sendo utilizado como um instrumento de apoio à tomada de decisão, ao fortalecimento da Gestão de Riscos e à construção de programas mais maduros. 

Em ambientes caracterizados por alta velocidade de crescimento, inovação constante e forte pressão regulatória, a busca por conhecimento externo tornou-se uma forma de ampliar a capacidade analítica das equipes internas e validar continuamente processos e controles. 

“O que a gente vê hoje é a utilização da terceirização menos para um braço operacional e muito mais para uma questão estratégica. A gente começa a utilizar como um braço de estratégia das instituições, para olhar até onde a gente pode ir, enxergar vieses que às vezes você não enxerga, validar políticas, entender onde existem brechas e apoiar a evolução dos controles.”, destacou a Especialista.  

Gabriela ressaltou ainda que o desafio das Fintechs não está apenas em cumprir requisitos regulatórios, mas em fazer isso mantendo a agilidade necessária para acompanhar o ritmo do negócio

Nesse contexto, Consultorias Especializadas contribuem para trazer uma visão externa sobre riscos, avaliar a aderência das estruturas existentes e apoiar decisões que fortalecem a sustentabilidade das operações sem comprometer a inovação. 

Eficiência operacional depende de estratégia, tecnologia e especialização 

Eficiência operacional depende de estratégia, tecnologia e especialização 


As discussões do painel demonstraram que o crescimento das exigências regulatórias e da complexidade operacional tem levado as organizações a repensarem a forma como estruturam seus Programas de PLD-FTP.  

Mais do que ampliar capacidade de execução, a Terceirização passou a ser utilizada como uma ferramenta para acelerar a maturidade das áreas de prevenção, incorporar conhecimento especializado e apoiar decisões estratégicas. 

Ao mesmo tempo, o avanço da tecnologia, incluindo a inteligência artificial, amplia as possibilidades de automação e ganho de eficiência, mas reforça a necessidade de profissionais qualificados para desenvolver controles, interpretar resultados e garantir que as decisões permaneçam alinhadas aos requisitos regulatórios e ao perfil de risco de cada instituição. 

Painel 3 do 8º Congresso Internacional do IPLD evidenciou que a combinação entre Governança, tecnologia, especialização e modelos estratégicos de Terceirização fortalece a Gestão de Riscos e contribui para Programas de PLD-FTP mais eficientes, sustentáveis e preparados para responder aos desafios de um mercado em constante transformação.